Curte fazer trilhas em montanhas e com paisagens belíssimas? Então a cidade argentina de El Chaltén na Patagônia é a sua pedida certa. El Chaltén é uma das cidades mais novas da Argentina para não dizer a mais nova, ela é conhecida no país por ser a capital nacional dos trekkings e é um destino mundialmente conhecido por montanhistas e amantes de caminhada. Ela fica entre dois paredões e é cortada pelo rio Fitz Roy. Possui um pequeno centro comercio de restaurante, lojas de souvenir e hotéis destinados a turistas.

Como chegar a El Chaltén

O ponto de partida para chegar em El Chaltén é a cidade de El Calafate de onde saem os ônibus. Você pode comprar as passagens no temrinal rodoviário de El Chaltén ou então no lugar que você estiver hospedado. Se eu não me engano as passagens giram em torno de AR$200,00 ida e volta.

Na chegada a El Chaltén o visitante é obrigado a parar no centro turístico onde uma guia explica o que pode e o que não pode fazer nas trilhas, depois ela te entrega um mapa e você está liberado para desvendar as montanhas do lugar. Vale lembrar que não é preciso de guias para fazer as trilhas, todas são muito bem sinalizadas e com graus de dificuldades diferentes. Lá eu fiz 3 trilhas.

Trekking a Laguna Torre

Com o mapa na mão eu segui para a primeira trilha, a da Laguna Torre. São 22km de caminhada com um percurso de 6 horas (ida e volta) e um desnível de 250 metros. No começo a trilha é deserta, mas aos poucos você vai encontrando vida, e eu não falo dos Pumas que existem por ali, mas de outros turistas que voltavam da montanha. Caminhei cerca de 2 horas entre os grandes vales e belos mirantes e cometi a burrada de levar a mochila, o que pesou um pouco. A vegetação da trilha, apesar do frio, era bem seca, com a aparência envelhecida e havia também muita terra solta.

No caminho encontrei um casal de brasileiros que me disseram que o tempo estava péssimo na Laguna Torre, que não dava pra ver a montanha e nem a geleira, mesmo assim decidi continuar. Caminhei mais um pouco e cheguei ao Mirante Torres, de lá é possível ter toda a visão do vale, e comprovei o que o casal havia me falado, o tempo estava péssimo na montanha. Chovia muito lá e ela estava toda encoberta de nuvens, daí então decidi ficar só ali no mirante mesmo, se continuasse poderia correr o risco de não conseguir ver nada e a noite cair. A visão de lá é magnífica e o vento era muito forte, nunca havia sentido uma força tão grande do vento querendo me derrubar. Curti um pouco a paisagem até retornar a El Chaltén. Esse trajeto até o mirante eu fiz em 3 horas (ida e volta).

Trekking ao Monte Fitz Roy e Laguna de los Tres

Essa é uma das trilhas mais difíceis de El Chaltén, se não a mais. Existem duas maneiras de fazê-la, a primeira e pelo caminho normal, ao todo ida e volta são 25km em um desnível de 750 metros e com duração de 10 horas de caminhada, o problema ai é o desnível da ida, muita subida. A segunda opção que foi a que fiz era pegar um transfer de AR$50,00 até a Estancia El Pilar e de lá caminhar até o Fitz Roy e fazer a volta pelo caminho normal. A distância e duração são as mesmas só o desnível na ida que diminui um pouco. Como se trata de um trekking muito do especial eu decidi fazer um post exclusivo para ele e que você pode conferir clicando aqui.

Trekking Mirador Los Condores

Para finalizar a minha estadia por El Chaltén optei por fazer no último dia a trilha mais fácil, a que vai até o Mirador Los Condores. Não lembro bem a distância, mas são 40 minutinhos de subida, nesse trecho não há vegetação grande, tudo rasteira e apesar de pequena foi um pouco desgastante pois minhas pernas estavam doendo muito. Lá de cima a gente tem a visão panorâmica de toda a cidade, dos paredões, montanhas e o rio que cruza por ela.

El Chaltén foi uma das cidades mais legais que conheci, não apenas por ter todas as atrações praticamente gratuitas, o que é uma baita economia, mas pelo aconchego e receptividade que temos ao chegar lá. Com toda certeza vale uma visita.

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