Maldivas: como foi nossa experiência em um resort
Olá, pessoal! Alguns anos se passaram desde a última vez que escrevi por aqui… Mas voltei! E voltei com um post sobre aquele destino que muita gente sonha conhecer: sim, senhoras e senhores, chegou o dia em que fui parar nas Maldivas.
Sempre achei esse sonho bem distante, especialmente por causa do alto custo. Mas, com pesquisa e planejamento, dá pra encontrar opções mais acessíveis.
Antes de tudo: essa viagem foi em 2023, então os valores mencionados aqui podem ter mudado.
Sobre as Maldivas
As Maldivas formam um arquipélago com mais de 1.200 ilhas divididas em 26 atóis, no Oceano Índico, pertinho da Índia e do Sri Lanka. A capital é Malé e mais de 90% do território é água — o que faz do país um paraíso para quem ama vida marinha.
Dessas ilhas, cerca de 200 são habitadas, divididas entre ilhas locais (onde vive a população) e ilhas privadas (onde ficam os resorts). Você pode se hospedar em qualquer uma delas, dependendo do seu estilo de viagem.
Importante: as Maldivas são um país muçulmano sunita, então nas ilhas locais há restrições como proibição de bebidas alcoólicas e uso de biquíni em praias públicas. Já nos resorts essas regras não se aplicam, pois eles seguem padrões mais ocidentais.
Como chegar nas Maldivas?
O único acesso é via avião, com chegada no Aeroporto Internacional de Velana, em Malé. Companhias como Qatar Airways, Emirates e Etihad operam voos. Saindo da Ásia ou Europa, os preços podem ser melhores.
No nosso caso, voamos Qatar Airways saindo de Dublin, com escala em Doha, por €1.869,90 (ida e volta para duas pessoas).
Como se locomover nas Maldivas
Como tudo são ilhas, o transporte é feito de barco ou avião, dependendo da distância.
Speedboat (barco rápido): usado para ilhas próximas a Malé.
Hidroavião: para resorts mais distantes. Só é possível reservar através do próprio resort.
Voos domésticos + speedboat: opção para ilhas locais mais afastadas.
Barcos públicos: bem baratos, mas lentos — algumas viagens podem durar mais de 5 horas.
Escolhendo o Resort nas Maldivas
Começamos a busca com cerca de 10 meses de antecedência. A ideia era passar 10 dias nas Maldivas, sendo 3 deles num resort.
Após muita pesquisa no Booking.com, achamos um resort de valor “ok”, mas algo nele me incomodava, pois nesse primeiro resort que encontrei, eu achei a ilha um pouco artificial, sem muita vegetação. Faltando 2 meses para a viagem, encontrei o Coco Palm Dhuni Kolhu, com visual mais natural e preço melhor ainda no site oficial.
Fechamos 3 noites em bangalô sobre a água, com All Inclusive e transfer de hidroavião, por €2.687,27.
Experiência no resort
Chegamos ao aeroporto de Malé num caos de gente, é uma zona e fácil de se confundir ali. Já no desembarque você vai ver vários guiches e vários resorts e hotéis, nós fomos direto ao guichê do nosso resort, onde nos deram assistência com malas, chip de internet e check-in no hidroavião (operado pela Trans Maldivian Airways). Depois, uma van nos levou ao terminal de hidroaviões que fica separado do Aeroporto de Malé, dá mais ou menos uns 10 minutos de carro. Só nesse trajeto você já fica impressionado com a cor da água.
O voo de 30 minutos foi num teco-teco barulhento e quente, mas a vista compensa tudo.
Na chegada, já fomos recebidos pela equipe com bebida de boas-vindas e orientações sobre o resort na recepção, que por sinal tem um ambiente bem aconchegante. A caminhada até o bangalô parecia cena de filme: quarto enorme, cama king, banheira com hidro, piscina privativa e uma vista absurda do mar cristalino. Parecia um sonho. Nosso bangalô era bem legal, era bem espaçoso e tinha uma cama imensa. O banheiro também era bem grande e tinha uma hidro. O lado de fora tinha a piscina que era um tamanho médio e já uma escadinha para o mar.
Esse bangalô é o normal. Esse resort ainda conta com 2 bangalôs tamanho família onde a piscina é maior e possui 2 quartos. Além dos bangalôs sobre a água, o resort tem chalés de praia e internos, bem mais baratos — e eu com certeza me hospedaria neles numa próxima.
Nosso plano incluía todas as refeições no Cowrie Restaurant (buffet). O restaurante à la carte, Cornus Grill, era pago à parte, assim como um churrasco na praia. Também havia dois bares: o Conch Bar, com música ao vivo à noite, e o Lagoon Bar, pé na areia. O Cowrie Restaurante era onde aconteciam as principais refeições de buffet. Então café da manhã, almoço e jantar eram servidos lá. Eram diversas opções de comidas e bebidas inclusas.
Algumas bebidas estavam fora do All Inclusive, e tudo era pago no check-out. No meu aniversário, pedi o famoso café da manhã flutuante, que custou €130 — porque sim, a gente merece né. Além desse mimo decidimos explorar um pouco a ilha do resort. Como não era uma ilha muito grande a gente conseguia dar a volta nela em poucos minutos. Aproveitamos esse momento para fazer uns sobrevoos de drone na ilha e visto de cima é muito mais bonito.
O resort oferece diversas atividades: snorkel, caiaque, stand-up paddle, mergulho com cilindro, jet ski, entre outras — algumas incluídas, outras pagas. O que fizemos foi um passeio de barco para ver o por do sol com direito a bebidas. Foi um passeio bem legal, o entardecer estava bonito e o mar estava bem calmo.
Também conhecemos o Olive Ridley Project, que resgata e trata tartarugas marinhas feridas por redes de pesca. É um trabalho lindo, com biólogos e veterinários, e vale muito a visita.
Ficamos 3 noites no paraíso, e eu teria ficado fácil mais. Gastamos mais €257,75 em extras, totalizando €2.942,02.
A experiência de ficar num bangalô sobre a água foi única, mas da próxima, optaria por uma casinha na praia — a vibe ainda seria incrível, e o bolso agradeceria.
Se você sempre sonhou com as Maldivas, saiba que é possível tornar esse sonho realidade com planejamento e pesquisa. E olha… vale cada centavo.



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