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A ilha Canária de Laznarote  ou Lançarote (em português) é famosa por suas formações vulcânicas, aonde quer que você vá poderá ver rastros de lava derretida seca e formações de vulcões. Um dos mais famosos é o Vulcão Caldera Blanca que está localizado no Parque Nacional dos Vulcões Timanfaya. A boa notícia é que ele é um dos vulcões acessíveis para aqueles que gostam de uma aventura a mais, então é possível acessar a parte mais alta do vulcão e ainda ver a cratera lá dentro.

Sobre o Caldera Blanca

O Caldera Blanca foi um vulcão criado no final da segunda atividade vulcânica na Ilha de Lanzarote há cerca de 5000 anos atrás. Devido as atividades vulcânicas na ilha entre os anos de 1730 e 1736 na região de Timanfaya o Caldera Blanca foi completamente rodeado por um mar de lava que hoje se encontra petrificada. A rocha escurecida e de formação irregular é tudo que encontramos no caminho para cratera. O Caldera Blanca e o La Caldereta, vulcão vizinho, são alguns que não foram cobertos pela lava, dai o nome, em meio toda rocha negra está o vulcão de coloração esbranquiçada.

Como chegar ao Caldera Blanca

Para chegar lá você precisa pegar o ônibus número 16 com direção a La Santa na Estação de Guaguas em Arrecife, capital de Lanzarote, e descer no povoado de Mancha Blanca. O trajeto de Arrecife até Mancha Blanca é em torno de 40 minutos.

Trilha ao Caldera Blanca

Chegando em Mancha Blanca você precisa acessar o ponto de começo da trilha, que fica há uns 20 minutos de caminhada a partir do ponto de ônibus. A trilha completa que sobe no vulcão e dá a volta na cratera tem um desnível de 440 metros, percurso de quase 10km e uma duração de 4 horas, mas isso vai da sua velocidade, eu gosto de fazer tudo com calma, parando e fotografando, então demorei cerca de 5 horas.

A trilha é de fácil/moderado acesso, toda demarcada, o que mais dificulta a caminhada são as pedras soltas. O percurso inteiro é coberto de lava, para todos os lados é possível observar a rocha negra. Há algumas placas com explicações sobre o que havia naquele lugar na época da erupção, como por exemplo, o rio de lava, é possível ver a olho nu o formado de um rio, a direção em que as pedras estão voltadas, que era a direção em que a lava corria, tudo muito interessante. As vezes uma pontinha de verde aparecido em meio ao negro, era uma pontinha de vida, que em meio a toda destruição estava encontrando um meio de voltar.

Caminhando mais chegamos perto do La Caldereta, um vulcão menor que tem uma abertura na lateral e de lá é possível ver sua cratera, nem precisa escalar. Ao lado do La Caldereta temos o Caldera Blanca e uma trilha para subir no topo, porém eu usei essa trilha para descer, fui caminhando pela base dele até o outro lado onde há uma outra trilha e subi por lá. Essa subida não é tão fácil assim, mas dá pra fazer com cuidado. Depois de alguns minutos chego na boca da cratera e ver aquilo nós deixa sem palavras.

Dali é possível continuar a trilha ao redor da boca da cratera até a sua parte mais alta. Ali no topo venta muito, mas muito mesmo, então é bom levar um agasalho leve, pois apesar do sol fazia frio. Mais alguns minutos e chegamos no topo do vulcão e de lá dá para ter uma vista incrível de tudo, do mar de lava escura, do oceano, de outros vulcões ao redor e das casinhas brancas dos povoados perto dali e claro do fundo da cratera. Uma vista tão fantástica que não há palavras para explicar.

Fica a dica para você que gosta de uma atividade mais radical e que irá passar alguns dias em Lanzarote. Subir o Caldera Blanca é uma experiência incrível.

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