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Já ouviu falar do Canal de Beagle? Quem vai ao Ushuaia com certeza já ouviu falar, pois ele é uma das principais atrações turísticas da cidade mais austral do planeta, onde estão ilhas de lobos marinhos e o famoso “Farol do Fim do Mundo“.

A História do Canal de Beagle

O também conhecido como Estreito de Beagle é uma passagem de água que dividi o arquipélago da Terra do Fogo do extremo sul da América do Sul. São cerca de 240km de extensão que passam pela Argentina e Chile unindo os oceanos Atlântico e Pacífico e servindo de rotas para grandes navios que desejam escapar das águas turbulentas do Estreito de Magalhães e da Passagem de Drake. O canal leva esse nome devido ao navio Britânico HMS Beagle, que fez duas expedições hidrográficas na região no início do século XIX.

Porém muito antes de navios passarem por ali, as ilhas do Canal de Beagle já eram habitadas por povos indígenas, os chamados Yámanas. Eles já viviam na região cerca de 6000 anos A.C e sobreviviam da caça de mamíferos aquáticos e da pesca. Os Yámanas tinham sua própria linguagem chamada yamaníhasha. Esse linguajar tinha a particularidade de ser muito sonoro e cheio de vogais. Para se proteger do frio extremo do sul, eles não usavam roupas, apenas a gordura de baleias e focas. Com a chegada dos Espanhóis eles passaram a usar roupas, aos pouco e por não terem esse costume, eles foram morrendo um a um.

Passeio no Canal de Beagle

Existem duas formas para você realizar a navegação no Canal de Beagle. Você pode comprar o bilhete do barco diretamente no seu albergue/hotel ou ir até o Porto de Ushuaia onde haverá diversos guichês de várias empresas, dai é só você comprar o bilhete e aguardar o barco sair. Antes de comprar é bom ver o horário de partida de cada empresa de navegação. Esse passeio custava na época que fui (2013) um valor de AR$300,00 (Pesos Argentinos), hoje devido toda a crise da Argentina ele deve ter aumentado um pouco.

Após comprar o bilhete você tem que pagar a taxa de uso do Porto de Ushuaia, que vai variar de AR$7,00 a AR$10,00 (Pesos Argentinos). Depois que pagar a taxa a empresa vai te guiar até o barco. Os barcos costumam ser de 2 andares, onde a parte de baixo você fica fechado na cabine quentinha e na parte de cima você fica ao ar livre e no frio. A melhor parte para ficar é na de cima, apesar do frio vai ser de lá que você vai conseguir ver melhor as coisas, então vale levar um agasalho forte.

O passeio começa já com toda aquela visão linda do Ushuaia, com a cidade e as montanhas nevadas fazendo um contraste lindo. A primeira parada é na Ilha Alicia com muitos pássaros que parecem pinguins, mas são pássaros e também com muitos Lobos Marinhos. Eles são todos engraçadinhos, assim que o barco chega perto eles começam a pular na água, mergulhar e fazer um monte de barulho. Ao todo visitamos mais duas ilhas do tipo, a Ilha dos Pássaros e a Ilha dos Lobos.

Um pouco mais adiante o barco avança para o famoso “Farol do Fim do Mundo“. Na verdade o nome dele é Farol Les Eclaireurs e foi simbolicamente dado como Farol do Fim do Mundo por ser bem icônico e estar completamente isolado em uma ilha. O verdadeiro Farol do Fim do Mundo fica bem mais ao sul, bem na saída para o oceano Atlântico. Apesar do tempo não estar ensolarado (coisa difícil em Ushuaia) o barco passou pertinho do farol, mas nós não descemos na ilha.

Mais adiante estávamos navegando em direção a Ilha Bridges onde viviam os povos Yámanas, mas no caminho fomos interceptados por uma Baleia Jubarte que deu um verdadeiro show para nós. Ela pulava e mergulhava do lado do barco e depois de muito se divertir se foi para as profundezas das águas gélidas do lugar. Depois de um tempo navegando chegamos a Ilha Bridges e lá pudemos ver de pertinho como viviam os aborígenes Yámanas, pois ainda haviam marcas de ossos e resquícios dos acampamentos que eles armavam por ali. Muito interessante e o guia do passeio conta muito mais sobre eles.

Basicamente é isso. O passeio no Canal de Beagle dura cerca de 3 horas e é para aqueles que procuram uma atividade mais leve para o dia e aproveitar para descansar também com o lindo visual de Ushuaia. Espero que goste e que também faça-o, vale a pena. Bom pessoal é isso ai. Não se esqueçam de curtir e comentar esse post dizendo o que você achou, afinal, o blog só ganha vida com a sua interação! 😉

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8 Comments

  1. Absalão Alves de Amorim
    16 de novembro de 2014 at 11:42 — Responder

    Olá Leonardo tudo bem?
    Não sou jovem como você, mas compartilho o mesmo gosto por viagens. Fiz duas grande viagens só. A primeira fui à Espanha fazer o caminho de Santiago de Compostela. Ao chegar ao primeiro albergue em San Jean Pier de Port, na frança, coloquei minha mochila encima da cama e fui tomar banho. Quando saí do banheiro já tinha uma pessoa me esperando querendo conversa. Daí por diante não fique mais nenhum momento só. Nessa viagem fiz amigos para sempre, voltei mais 4 vezes à Espanha e me tornei padrinho de uma criança lá.
    A segunda viagem só foi para Africa. Lá passei bastante medo e abrivei minçha permanência, mas antes de volta subi o Monte Kilimanjaro e visitei 4 parques na Tanzânia: Maniara, Taranguire, Ngorongoro e Serengueti e conhecia a principal ilha do arquipélago de Zamzibar.
    Um convite para você:
    Olá pessoal tudo bem?
    Estou formando um grupo de aventureiros para subir e explorar o Monte Roraima e conhecer a maior queda d’água do mundo, Salto Ángel, na Venezuela. Esclareço, entretanto, que minha responsabilidade é apenas com a formação do grupo. Após formação do grupo, uma operadora especializada nesse tipo aventura se encarregar da logísticas, do nosso bem-estar e demais responsabilidades inerentes à expedição.

    Quem não tem a humildade de passar por desconfortos e privações passageiras, nunca sentirá a sensação da vitória nem desfrutará de muitas das infinitas belezas do universo.
    Todos sonham, mas muitos, em vez de se dedicar a realização dos sonhos, vagam sem rumo e, abatidos pelos obstáculos, se perdem nas primeiras encruzilhadas. Quem se esforça com perseverança e força de vontade sempre alcança seus objetivos. Devemos ter em mente que sempre que realizamos um sonho, o desconforto e os obstáculos que tivemos que transpor são altamente compensados com o sabor da conquista e a sensação de vitória.

    Quando alcancei o topo do Monte Roraima esqueci todas barreiras que transpus para desfrutar aquele momento. Humildemente apequenado em meio aos monumentos esculpidos pelas forças da natureza que lembram deuses da mitologia grega, me senti flutuando como parte da nuvem sem fim que cobria o Monte e escondia o Sol. Não sentia dor, frio ou cansaço, apenas satisfação e alegria contagiantes. Chocado com a simples e ao mesmo tempo complexa grandeza daquela minúscula parte do universo e com a minha insignificância diante de tudo aquilo, percebi que não era melhor que ninguém e que ninguém era melhor que eu.

    Conheço alguns parques e picos mundo afora entre estes, Chapada dos Veadeiros-GO, Chapada dos Guimarães-MT, Pantanal e Bonito-MS, Jalapão-TO, Floresta da Tijuca-RJ, Serra da Capivara e Sete Cidades-PI, Lençóis Maranhense-MA, Delta do Parnaíba, Delta do São Francisco, Lago da usina de Xingó, etc.

    No exterior visitei o Grand Canyon nos EUA, Muchu Pucchu e o Parque Arqueológico de Cuzco no Peru, Lago Titicaca (o lago mais alto do mundo) entre Bolívia e Peru, Caminho de Santiago de Compostela, Sanabria, Monfrague e Picos da Europa na Espanha. Subi o Monte Kilimanjaro, fiz safáris de observação nos parques Maniara, Taranguire, Ngorongoro e Serengueti na Tanzânia. Cada um mais bonito que o outro. Mas o Monte Roraima é totalmente diferente de tudo que já vi. Ao contemplarmos sua indescritível paisagem temos a impressão de que fomos deixados por uma nave espacial em outro planeta.

    Por causa do ar rarefeito sofri com o mal da montanha e, ao conquistar os 5.895 metros do Kilimanjaro, me faltaram disposição para curtir aquele momento tão sonhado. Sou tímido e não costumo demonstrar deslumbramento nas minhas conquista. Mas ao alcançar o topo do Monte Roraima, mesmo calado, a inquietação aliada a alegria que amanava do rosto e do olhar me denunciaram, os companheiros não resistiram e deram sonoras gargalhadas. Gostei tanto daquele lugar que estou indo pela segunda vez. Naquela ocasião nossa expedição durou oito dias. Só no topo nós dormimos 4 noites. Fomos no início do mês de março, período que chove as 24 horas do dia. O frio chegou a 6 graus.

    Foram dois dias e meio de caminhada até alcançar o topo. Na véspera da chegada ao topo dormimos no sopé do monte e na manha seguinte atacamos o cume. Enquanto subíamos gente de várias nacionalidades descia com largos sorrisos nos rostos e palavras de incentivo os que subiam. Ao iniciar o ataque fomos logo recebendo saraivadas de água das cachoeiras que se formam com o grande volume de chuvas no topo. A partir desse ponto usamos sempre a mesma roupa molhada. La encima não há como secar roupa. Sempre que voltávamos dos passeios torcíamos a roupa, mas no dia seguinte ela amanhecia mais molhada e pingando, por isso a roupa seca era usada somente nas cavernas e barracas para evitar hipotermia.

    Dessa vez, como vamos visitar outro monumento da natureza, o Salto Ángel (a queda d’água mais alta do mundo) próxima a região do Monte Roraima, nossa viagem deve durar 13 ou 14 dias e custar um pouco mais. Não consultei ainda o valor, mas não é uma viagem barata, deve custar maios ou menos U$ 3,500.00 (três mil e quinhentos dólares) por pessoa, dependendo do número de aventureiros. Quanto maior o grupo, menor será o valor que cada indivíduo desembolsará.

    Por recomendação de uma operadora que faz expedições aos dois locais iremos no mês de maio. Já somos três, Neuza de Salvador-BA, Rafael do Rio-RJ e Absalão de Brasília-DF (Iolanda Cristina, Brasília-DF, está interessada, mas depende de alguns detalhes, por isso não confirmou ainda). Queremos montar um grupo de pelo menos 5 pessoas para diminuir custos e impor roteiro à operadora. Se formos com a Roraima Adventure, o ponto de partida será Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Caso queira saber mais sobre os dois lugares procure no Google. Caso queira ver as fotos que fiz do Monte Roraima entre em contato. Abraços. Absalão

    Se quiser pode repassar esse email para seus contatos.

    • 17 de novembro de 2014 at 00:18 — Responder

      Oi Absalão, tudo bem! Poxa, que máximo, você conhece muito lugares! É tão bom não é mesmo? Só quem viaja e toma gosto pela “causa” sabe o quanto é inspirador para si mesmo ser o protagonista da própria vida.

      Tenho tanta vontade de subir o Kilimanjaro, mas financeiramente ainda não posso, porém qualquer hora eu vou pra lá! Sobre o Monte Roraima, também é outro lugar incrível, estive lá em fevereiro deste ano e amei, o Salto Angel ainda não conheço. Eu fico muito agradecido pelo convite, mas no momento estou envolvido em outras 2 viagens, uma delas bem longa e creio que não terei tempo. Procure também as agências venezuelanas, elas costumam ser bem mais baratas e oferecem o mesmo serviço que as brasileiras. Quando fui contratei a Backpacker Tours, muito boa!

      Abs e Boa viagem!

  2. 23 de novembro de 2014 at 18:04 — Responder

    Olá, Leonardo! Adorei conhecer o seu site, dicas muito valiosas. Parabéns pela iniciativa de viajar sozinho. Adorei essa materia, meu sonho é conhecer Ushuaia.
    Abraço,
    Aana

    • 23 de novembro de 2014 at 18:30 — Responder

      Obrigado Ana, fico feliz que tenha gostado! Espero que conheça Ushuaia, é uma cidade muito linda! 😉

  3. 10 de dezembro de 2014 at 18:11 — Responder

    Oi,Leonardo!Adorei as dicas e os lugares que descreveu,estou indo sozinha para ushuaia em julho de 2015,aqui em casa o pessoal não gosta muito de frio,nunca fiz uma viagem só e nunca sai do Brasil,estou super ansiosa por esta viagem,estou indo pela agencia patagonia experience ,se vc tiver outras dicas de lá,agradeço.Abçs

  4. Saron
    4 de janeiro de 2015 at 22:05 — Responder

    Olá Leonardo, estou indo agora no final de janeiro/15 e estou em duvida sobre os passeios, gostaria de saber se você foi na pinguinera e se foi, valeu a pena? Obrigada.

    • 9 de janeiro de 2015 at 20:47 — Responder

      Oi Saron! A Pinguinera eu não fui, pois na época não haviam pinguins lá!

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