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A aconchegante e histórica Pirenópolis

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Você alguma fez já ouviu falar de Pirenópolis no Goiás? Bom, quem é aqui do Centro Oeste do Brasil provavelmente já ouviu falar, já quem é das outras regiões deve ter ouvido pouco, mas o fato é que Piri, como é chamada, é uma cidade turística muito procurada por sua história, festas culturais e belezas naturais.

A história de Pirenópolis

Pirenópolis foi fundada não como uma cidade mais como um arraial em 1727, época em que começou na região uma exploração de garimpeiros para encontrar novas jazidas de ouro. Ali ficaram garimpeiros, escravos negros e índios da região, para pesada exploração do ouro. Com o tempo o lugar se tornou uma terra sem lei, com um alto índice de violência e autoritarismo, a ganância pelo ouro foi longe demais.

Apenas em 1800 que a cidade retomou a economia com base na agricultura, pecuária e comercio, mudando assim a imagem que possuía e só mais tarde, em 1890 ela foi finalmente batizada com o nome de Pirenópolis, uma homenagem a Serra dos Pireneus que cerca toda a cidade. Hoje ela detêm de um centro histórico que é tombado pelo (IPHAN) Instituto do Patrimônio Histórico Nacional em 1988, no qual é mantido do mesmo jeito desde o século XIX, conservando assim as feições originais e suas tradições.

Turismo em Pirenópolis

Pirenópolis hoje é movida pelo turismo. A cidade é pequena, cortada pelo Rio das almas, bem conservada com seus casarões, ruas de ladrilho e igrejas de época. Dentre as atrações do centro histórico há o Teatro de Pirenópolis, Igreja Nossa Senhora do Carmo e Museu de Arte Sacra, Cadeia Municipal de Pirenópolis, Museu das Cavalhadas, Ponte Velha no Rio das Almas e a mais famosa de todas, a Igreja Nossa Senhora do Rosário que foi construída por escravos em 1728. Em 2002 o teto da igreja pegou fogo, então ela foi imediatamente restaurada, sendo reaberta em 2006. A igreja é toda talhada em madeira com laminações de ouro com cinco altares.

A cidade também é toda estruturada para o turismo, pois são centenas as pousadas espalhadas por lá, além também de restaurantes com comida goiana, lojas de artesanato, praças e uma feirinha de comida e artesanato que acontece todos os finais de semana na Praça das Artes. Também há a famosa Rua da Alegria, uma ruazinha de bares no centro histórico que é fechada durante a noite com mesas e cadeiras e se torna um ambiente bem agradável para bater um papo com os amigos.

Pirenópolis também é sinônimo de festa. Ela é bastante procurada em épocas de comemorações nacionais como Carnaval e Ano Novo, além de possuir suas próprias atrações culturais como o Piri Jazz Festival e Canto da Primavera, possui também as festas folclóricas como as Cavalhadas e Cavalhadinhas, Festa do Morro, Festa dos “Pretos”, Festa do Divino e Folias do Divino. Vale lembrar que em períodos festivos a cidade lota, mas lota mesmo e como as ruas do centro histórico são bem estreitas, as vezes há filas quilométricas de carros. A dica é andar a pé pela cidade.

Quem procura atividades outdoor também pode partir pra Piri. A região da Serra dos Pirineus, que cerca a cidade, conta com dezenas de cachoeiras refrescantes com poços para nadar e todas de acesso fácil-moderado. Depois farei aqui um post exclusivo sobre as cachoeiras lá. Se você curte uma parada mais radical vai gostar do Voo dos Pirineus, uma tirolesa de 567 metros de extensão que liga uma serra a outra, além também da pratica de canonismo, bóiacross, rapel, escalada, arvorismo, rafting e tantas outras atividades de aventura que a região disponibiliza. Esse tipo de atividade você pode buscar nos centros de informações turísticas espalhados pela cidade.

Como chegar a Pirenópolis?

Piri está há cerca de 150km do centro de Brasília, DF. São pouco mais de 2 horas de carro pela BR070. A estrada é quase reta, não tem tantos trevos e é bem sinalizada, muito fácil de chegar. Já de Goiânia a distância é de 120km passando pela cidade de Anápolis nas BR-060 e BR-153.

Você pode optar também por ir de ônibus. Saindo de Brasília e Goiânia quem faz o trecho é a Empresa Viação Goianésia, ela sai em horários pré estabelecidos em cada cidade. A passagem de ida e volta custa em torno de R$50,00 saindo de Brasília e R$30,00 saindo de Goiânia.

Onde ficar em Pirenópolis?

Existem muitas opções de hospedagem em Pirenópolis. Tem albergues, pousadas, chácaras, campings e casas para alugar por temporadas. Dependendo da época em que você for os preços podem não estar tão baixos assim, mas procurando por opções você acha.

Quando fui fiquei hospedado na Pousada Abacateiro e recomendo muito. Fiquei em um quarto com 5 camas com valor de R$350,00 a diária, dividido para o pessoal que estava comigo a diária saiu por apenas R$70,00. A pousada tem estacionamento para carro, piscina, um baita café da manhã, além de quartos grandes com banheiro, ventilador de teto, TV e ar condicionado. A Pousada Abacateiro fica na Rua dos Pirineus, número 61 e o telefone para contato é o (62) 3331-1401.

Dicas para Pirenópolis?

– Evite sair de carro, as ruas são estreitas e forma congestionamento. Prefira andar a pé, principalmente a noite quando todos resolvem sair juntos.
– Leve protetor solar. De alguma forma inexplicável o sol lá parece ser bem mais intenso do que em outros lugares.
– Prepare-se para subir ladeiras, muitas ruas lá são assim.
– As cachoeiras estão um pouco distante do centro da cidade, é preciso ir de carro.
– Chegue cedo, chegue cedo no restaurante, na cachoeira, no bar, no estacionamento, principalmente em épocas de festas. A cidade lota.
– A Ponte Velha no Rio das Almas é apenas de uma mão, ou seja, tem que ser rápido para pegar passagem antes que venha outro carro na contra mão.

Espero que tenha gostado de Pirenópolis e que tenha ficado com vontade de conhecer essa beleza de cidade. Vale muito a pena passar um final de semana lá.

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1 Comment

  1. 10 de dezembro de 2014 at 22:24 — Responder

    […] Piri como todos a chamam é uma charmosa e aconchegante cidade no interior de Goiás, há 150km de Brasília e 120km de Goiânia. Visitei a cidade com os meninos do Blog Designfera e criei um post exclusivo sobre ela, você pode clicar aqui para ler. […]

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