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Agora são mais de meia noite, quando minha mente é bombardeada de pensamentos e reflexões,  e agora me pergunto se o que mais me faz feliz é algum tipo de doença que eu tenha? Não sei, as pessoas acham que sou louco por só pensar em viagem, mas acho que a felicidade não deve se tornar um problema para alguém!

Desde que realizei a minha primeira viagem de verdade em julho de 2010 eu não consegui mais parar de pensar nisso e depois que descobri o mochilão em 2011 as coisas ficaram piores, ou melhores eu não sei. Talvez  tenha se tornado um vício, já cheguei até pedir conta de um emprego de 2 anos somente para cair na estrada e renovar a minha alma.

Hoje eu não consigo mais enxergar Janeiro e Julho como meses de férias e o resto apenas de trabalho e também não vejo mais um emprego apenas para ganhar dinheiro e gastar com coisas supérfluas ou pagar a fatura do cartão de crédito no final do mês.

Segundo meus pais, a única forma de se ter uma vida boa é sendo um Funcionário Público (que pensamento mais sem noção), mas me faz refletir muito. Vejo amigos, conhecidos e até parentes se matando de estudar e passando em concursos públicos para assim ganharem seus 4 ou 5 mil reais por mês e estabilizarem suas vidas, mas eu não quero isso para mim, não que um concurso seja ruim, mas não quero engessar a minha vida e trabalhar nos próximos 40 anos dela no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e fazendo a mesma coisa (que talvez eu nem vá gostar) para ganhar alguns mil reais, talvez minha mente amadureça no futuro, mas por enquanto não é isso que quero. Dinheiro é essencial mas ainda não compra a minha felicidade.

Meus amigos curtem minhas aventuras, mas alguns me chamam de louco, minha família (de funcionários públicos mas que pouco colaboram com minhas andanças) me criticam a cada viagem, dizem que simplesmente gasto o MEU dinheiro atoa e que devia estar estudando para o STJ, STF, ST sei lá das quantas, mas como disse Albert Einstein, “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original” e por isso eu não consigo abrir mão do que realmente me faz feliz; viajar, desbravar, conhecer!

Um dos motivos mais fortes pelo qual trabalho é tirar uma quantia do salário para investir na próxima viagem, deixo de sair para evitar gastos, parei até de beber para economizar grana pra viajar, a galera do final de semana que me chama pra ir ao bar não gostou muito (risos), quando estou em uma viagem já tento planejar a próxima e quando volto pra casa me bate aquela depressão pós-viagem que é bem enjoadinha, olha só, mas confesso, quando voltei do meu primeiro mochilão eu chorei feito um bebê (que vergonha) mas precisava liberar essas cargas emotivas, no final, chorar me fez muito bem.

Atualmente sou redator em uma agência de publicidade (minha segunda paixão, ser publicitário) mas espero um dia poder unir esses dois ramos em um só, até lá eu fico nessa crise, será que realmente sou louco? Doente? Que deveria deixar isso de lado, prestar um concurso público e garantir o meu salvamento nos próximos 40 anos?

Essa resposta só o tempo vai me dizer! O que sei no momento é que não devemos desistir dos nossos sonhos, por mais que as pessoas nos julguem!

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13 Comments

  1. Juliana Moreli
    6 de outubro de 2013 at 21:34 — Responder

    Se pensar em viagem a maior parte do tempo for doença…eu nunca quero me curar! Eu penso que a minha vida de verdade só acontece quando eu estou viajando. Sinto tudo com mais força. Tudo é mais nítido, mais bonito, mais interessante. E eu, assim como você, sempre tiro uma parte do meu salário para viagem, e sempre é uns 70 por cento do salário! Não sei até quando vou conseguir viver assim, viajando de dois em dois meses, mas sei que enquanto eu me sentir mais viva viajando, eu não vou parar!

  2. 6 de outubro de 2013 at 21:38 — Responder

    Se pensar em viagem a maior parte do tempo for doença…eu nunca quero me curar! Eu penso que a minha vida de verdade só acontece quando eu estou viajando. Sinto tudo com mais força. Tudo é mais nítido, mais bonito, mais interessante. E eu, assim como você, sempre tiro uma parte do meu salário para viagem, e sempre é uns 70 por cento do salário! Não sei até quando vou conseguir viver assim, viajando de dois em dois meses, mas sei que enquanto eu me sentir mais viva viajando, eu não vou parar!

    • Leonardo Lima
      6 de outubro de 2013 at 21:53 — Responder

      Apoiado Juliana!!

      • Emilene
        18 de novembro de 2013 at 11:12 — Responder

        Sou desse jeito Juliana! Viajar virou prioridade dentro do meu orçamento ! Renova nossa alma!

  3. Luiz
    9 de outubro de 2013 at 10:07 — Responder

    Assim como você, em minhas férias de 2011 pra 2012 fiz meu primeiro mochilão, e daí nasceu minha paixão por viajar. Já vou para o terceiro esse ano! Meu sentimento é o mesmo que o seu, assim como o destino de grande parcela de meu salário! haha Boa sorte parceiro!! =)

  4. 9 de outubro de 2013 at 15:58 — Responder

    Também tenho dúvidas do que as pessoas pensam sobre mim… Chegam a dizer que eu pago para sofrer! E que sofrimento bom esse, não é? No meu caso, prefiro sem dúvida nenhuma um mês em barraca, comendo mal, dormindo mal, passando frio, mas me realizando fazendo travessias mágicas pelos Andes, que ficar ‘a toa’ num hotel chique a beira mar… Se somos doentes eu não sei, só sei que isso me faz muito feliz!

  5. 24 de outubro de 2013 at 14:55 — Responder

    Xi… sou acometido do mesmo mal (ou bem rs).
    Comecei a ter os sintomas da DPV (Depressão Pós-Viagem) quando voltei do meu primeiro mochilão pela Bolívia em janeiro de 2011. Voltei de viagem DESESPERADO, até triste mesmo, querendo encher de novo a mochila e zarpar pra algum outro lugar, conhecer uma outra nova cultura, pisar em outros lugares mágicos… estava de verdade com uma espécie de depressão, só pensava em viajar de novo, estava surtando!!! rs
    Com mais alguns meses, os sintomas mais fleumáticos passaram – mas a vontade de viajar se aboletou do meu espírito de vez, e já planejei viagens pro resto da vida, e a grande ansiedade é de poder realizá-las uma a uma, a seu tempo (já que não dá pra largar tudo e virar mochileiro; sem estrutura financeira para tal).
    De lá pra cá já fiz dois outros mochilões, um deles inclusive com a minha mãe. Levei ela pra conhecer Macchu Picchu, e foi outra que ficou com DPV depois.
    Viajar tem essa magia-doença – é só deixar contaminar.

    • 24 de outubro de 2013 at 20:29 — Responder

      Descreveu bem Olivio! É isso mesmo que sempre passo!!

  6. Rogério L.
    1 de novembro de 2013 at 15:20 — Responder

    É sempre muito bom ler relatos desses!!! Assim me sinto mais normal, pois minha mente é igual – o tempo todo planejando a próxima trip! Costumo até dizer para meus amigos que eu preciso de uns 4 de mim, com o triplo de férias cada um e com um ótimo salário para poder cumprir todos os destinos que ainda me proponho a fazer um dia!
    Como bem enunciou o Leandro ao citar Einstein, posso considerar que a minha mente está (e quer permanecer!) em eterna expansão. Chamem-me de louco, destemido, desapegado, sem foco, o que for… é assim que me realizo.. e é dessa forma que muitos me procuram pra dizer que queriam muito fazer o mesmo!
    Hoje mesmo já um dia que eu acordei pensando… “para aonde vou amanhã!?”. Em contraponto, as minhas energias são sugadas a cada convite pra uma balada sem sentido, com gastos excessivos e gente vazia… Tudo isso porque sou do dia, da trilha, da estrada, do vento, da água, dos morros e vales e também do mar!
    Bom fds a todos!

  7. Max Wilhelm
    4 de novembro de 2013 at 14:37 — Responder

    Não sei se serve de consolo, mas pelo o que você escreveu, se você é doente, acho que sou mais ainda …

  8. 18 de novembro de 2013 at 10:16 — Responder

    Cara, acabei de voltar da primeira viagem sozinha que fiz, para salvador. Foi curta, mas voltei renovada. Acho que a depressão pós viagem ainda não bateu, mas isso porque eu estou predestinada a viajar MUITO mais!
    Não quero gastar com futilidades, nem ter um emprego de mer.. pra estagnar a mente e a alma. Quero conhecer, renovar, começar de novo, viver e me apaixonar por cada lugar novo que conheço. Renovar a fé na humanidade quando vejo pessoas me ajudando, amigos novos que eu faço, pessoas que eu consigo ajudar da maneira mais simples possível. Isso renova minha alma! *-*

    e digo mais: posso (e quero) morrer com essa doença que você diz que tem… :b

  9. 18 de novembro de 2013 at 10:50 — Responder

    Sua crise é a mesma da nossa, outros mochileiros. Meus pais dizem exatamente a mesma coisa, que a melhor coisa que poderia acontecer pra mim seria passar em um concurso público. Também acredito que o trabalho serve pra seguinte finalidade: guardar dinheiro para a próxima viagem. Mesmo que isso signifique ter que pedir demissão para poder viajar, e quando voltar de viagem a gente pensa no que vai fazer pra conseguir dinheiro de novo pra viajar de novo. Eu achei que eu fosse a unica que chorasse como um bebê quando tem que pegar o vôo de volta para casa hahahah. Bom saber que não somos os únicos!

  10. Iasmin
    7 de junho de 2019 at 19:07 — Responder

    E eu queria ter dinheiro pra Viajar

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