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Como viajar com amigos (sem ter que matá-los)

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Quando estamos preparando uma viagem sempre ficamos com aquela dúvida, ir sozinho ou ir acompanhado? Se for acompanhado, quais amigos devo chamar? Dúvida cruel! Eu mesmo já viajei com 6 pessoas que conheci pela internet e nunca havia as visto na vida. E deu tudo “certo”, sem problemas graves.

Quem chamar para uma viagem?

Saiba que a escolha da pessoa com quem você vai viajar por um curto ou longo prazo não é nada fácil, afinal, você vai ter que conviver 24 horas com ela durante esse período, e mesmo aquele seu melhor amigo que ajuda velhinhas indefesas a atravessar a faixa de pedestre e salva gatinhos inofensivos das árvores pode tornar a sua viagem um verdadeiro inferno. As diferentes situações do dia a dia de uma viagem podem trazer a tona e ampliar sentimentos de ódio, irritação e raiva em proporções inimagináveis e que você nem sabia que ele tinha.

Brigas e casos que podem levar até a inimizade eterna podem ser evitados com um planejamento pré-viagem e diálogo. Existem critérios a serem relevado nisso, como por exemplo, o amigo escolhido deve ser aquele cujo você conheça muito bem e saberá que não te abandonará. Viajar com desconhecidos também vale, mas o risco de dar algo errado é bem maior.

Planejamento sempre

Com a escolha feita é preciso também discutir qual o objetivo de sua viagem. Férias? Viagem de trabalho? Mochilão? Eu mesmo já passei por situações assim, se uma pessoa tem um ritmo muito acelerado e quer ver e fazer tudo ao mesmo tempo e em um dia só e a outra pessoa é mais calma e prefere parar em algum ponto turístico para relaxar, logo haverá um atrito entre as duas. Converse, o diálogo é fundamental.

Como viajar com amigos

Definir um orçamento e o que vale a pena e não vale a pena gastar também é essencial, por exemplo, se você está perto do seu albergue e começa a chover, você prefere economizar R$3,00 de passagem de ônibus e ir andando mesmo mas sua companhia prefere ir de coletivo para não se molhar, esse tipo de situação pode gerar muitos conflitos. Antes de começar a planejar estabeleça condições de conforto da viagem, se vale a pena gastar dinheiro com algo supérfluo ou não.

Tudo bem, você está viajando junto mas fica com aquela sensação de sufoco, não tem problema se separa por algumas horas ou dias para que cada um faça o que quiser em seu ritmo. Em duas viagens que fiz isso deu muito certo e deu uma acalmada nos ânimos de todos. Não é um sinal de falha, mas de boa conduta e por fim vocês terão histórias diferentes para compartilhar.

Se ainda sim querem permanecer juntos, fazer um planejamento da programação diária é uma boa, afinal, uma pessoa muito festeira à noite não será ninguém no outro dia de manhã.

Quantos chamar?

Uma outra dica muito importante é a quantidade de pessoas que vai com você. Eu, Leonardo, te aconselho a ir no máximo com 4 pessoas, por experiência própria ir com muita gente não dá certo, se for, se dividam em 2 grupo pequenos. Ir com 8, 10, 15 pessoas é pedir pra ter dor de cabeça, porque ninguém vai querer ir no mesmo lugar, um vai cansar mais do que o outro, fulano vai querer parar pra comer, ciclano vai ser mais rápido… um desastre, então só vá com muitas pessoas se realmente tiver certeza disso.

Por fim, um pouco de sutileza na estrada é essencial. Conheça o humor e a fadiga do seu parceiro de viagem para equilibrar a necessidade de cada um. Combata o estresse com muita gentileza, nada de ficar nervoso, tome o controle e equilibre a situação. E ai, já utilizou todas essas táticas para encontrar um amigo de viagem? Não será mais desculpas para viajar sozinho!

Título inspirado em How to travel with friends and not want to kill them

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10 Comments

  1. Hanna
    23 de agosto de 2013 at 11:11 — Responder

    Não entendo pq as pessoas que viajam juntas acham que devem fazer tudo junto. Estão em Atenas, um quer passar o dia fazendo compras em Plaka e o outro quer curtir 8 horas no Museu Arqueológico, qual é o problema? Eu sempre viajo sozinha. A maior parte das pessoas que eu conheço não têm maturidade pra ver que viajar junto não é ficar grudado e ter que abrir mão das coisas que quer fazer em nome de um “bem comum.”

  2. […] Dessas experiências, ele tira dicas, digamos, interessantes para os colegas viajantes, tal qual como viajar com amigos (sem ter que matá-los) – do “ritmo” da pessoa ao orçamento em comum para a viagem, passando pelo inevitável […]

  3. 21 de outubro de 2013 at 17:21 — Responder

    Adorei o texto! Sempre digo que em viagem com amigos as pessoas voltam se amando ou odiando. Não tem meio termo. rsrs

  4. 21 de outubro de 2013 at 19:22 — Responder

    O melhor é viajar sozinho. Uma vez vim de Boston até New York de ônibus, em três, chegando lá um dos amigos não tinha grana para rodar no ônibus descoberto? queria ficar sozinho achamos melhor os três ficarem juntos para não se perder, atrapalhou tudo, prefiro ir só, faço o que quero e não me incomodo.

  5. […] • 428 viajantes tiveram problemas com seus parceiros de viagem e curtiram o texto que mostra como você pode viajar com seus amigos sem ter que matá-los! Descubra como clicando aqui! […]

  6. Rafael
    28 de maio de 2014 at 09:41 — Responder

    Eu gosto de viajar sozinho, até porque eu vejo os grupos de pessoas que conheço nas viagens sempre brigando, uma vez estava em um barco no lago titikaka e um grupo de uns 10 brasileiros, todos estressados uns com os outros, já que fulano gostava de sair a noite, e outras não, umas eram vegetarianas e outros querem comer cuy e por assim vai. É como a Hanna disse abaixo, qual o problema em se separar um pouco? será que viajar em grupo é: comer todos juntos, ir pra todos os passeios juntos, ir pra todas as festas a noite juntos?
    Se for pra ser assim, melhor ir sozinho e encontrar amigos no meio do caminho 🙂

    • 28 de maio de 2014 at 12:27 — Responder

      Eu também prefiro viajar sozinho Rafael.. tenho muito mais liberdade, e pra falar a verdade sempre faço rodizio de grupos de pessoas, em uma cidade conheço algumas em outra conheço mais.. nunca estamos sozinhos!

  7. 20 de agosto de 2014 at 08:28 — Responder

    Muito bom o texto Leonardo, muitas vezes o bom senso é o melhor guia!

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