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O que comer durante um mochilão?

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Viajar é ótimo mas comer é essencial e se tem uma coisa que todo mundo tem em comum é a vontade de comer bem em qualquer lugar, independente se seja um mochilão ou viagem convencional.

Ter uma boa alimentação acima de tudo garante que você não passe mal por desnutrição ou desidratação e acabe tornando uma viagem em um pesadelo, afinal, ninguém quer enfrentar os hospitais principalmente quando você não está no seu país. E para nós viajantes que disponibilizamos de orçamento apertado, comer em lugares de luxo não é frequente, no meu caso, quando viajo eu abro exceção para comer realmente bem em apenas 1 lugar, o resto me viro procurando locais baratos ou cozinhando mesmo. Talvez esse post seja direcionado mais para o pessoal mochileiro, mas pode ser que você que faça viagens normais possa tirar algum proveito disso. Vamos há algumas dicas de alimentação mochileira com o “Nutricionista Leonardo”.

Levar de casa, por que não?

Quando viajo para longe com orçamento apertado procuro sempre economizar para evitar perrengues futuros, começo antes de viajar, em casa mesmo costumo levar algumas guloseimas que não são proibidas de entrar em outros países, como biscoitos, macarrão instantâneo e produtos industrializados, que de começo podem não significar nada mas na hora do aperto aquele Trakinas vai te salvar. Uma boa dica também é no avião, aproveitar aquele lanche fraquinho das companhias aéreas, se não estiver com fome, pegue do mesmo jeito mas não vá comendo tudo, guarde pra depois, uma vez em Buenos Aires fiquei 15 horas no aeroporto e esse lanche me ajudou muito.

Café da manhã incluso

Outra dica também é aproveitar os albergues, a maioria oferece gratuitamente um rico café da manhã e já ajuda bastante, antes de começar aquele dia de caminhada e de passeios é bom ter a primeira alimentação bem reforçada, afinal o café da manhã é a base de tudo e uma das alimentações mais importantes do dia. Em casa eu não sou de tomar café da manhã mas quando estou viajando eu procuro caprichar ao máximo, mesmo que eu não esteja com fome eu sei que se eu não comer eu vou me dar mal lá na frente. A maioria dos albergues, aqui no Brasil mesmo e lá fora oferecem suco, pães, bolos, geleias, manteiga, biscoitos, café, leite, presunto, queijo e por ai vai. Uma dica também é que sempre que você sair levar consigo na mochila pequena algo para beliscar e enganar a fome, mas por favor, não vá levar nada da mesa do café da manhã do albergue.

Não é sempre que eu almoço quando viajo, sempre procuro tomar um café reforçado e jantar, no lugar do almoço sempre levo algo para beliscar. Uma boa dica para evitar os preços abusivos dos restaurantes em lugares turísticos e você comprar algo para beliscar durante o dia, um salgado, uma empanada, biscoitos, suco, eu costumo aguentar sem nenhum problema assim o dia inteiro até a hora de jantar, mas claro, ninguém tem o metabolismo igual e passar 12 horas andando pode ser cruel,  ai vale uma pesquisada em restaurantes menos turísticos, dar uma olhada no prato do dia, que geralmente é acompanhado de uma entrada, prato principal e sobre mesa e costuma ser mais barato, a bebida é a parte. Outro local comum também para comer é o Mercado Municipal da cidade, a maioria tem, é como se fosse uma feira gigante e lá tem vários pequenos restaurantes com preços muito acessíveis, mas nessa situação é bom ver a higiene do local para não ficar com uma disenteria, mas até hoje não conheço ninguém que morreu por comer no mercado.

A mesa dica vale para aquele lanche da tarde, às vezes comer só biscoito pode enjoar, você tem várias opções, a mais barata é comprar pão de forma, salame ou presunto e queijo no mercado e voilá, você terá ai lanche para uns 4 ou 5 dias, isso é o que eu faço e vocês não imaginam o quão econômico é, você pode comer na praça, sentado em um banco com bastante calma e ao ar livre, sem todo aquele barulho de restaurante e cheiro de comida misturada. Mas caso não goste, vale a mesma dica do almoço, procure lugares mais acessíveis, nada de pedir aqueles doces e tortas caríssimas, comer uma pizza ou um salgado com um suco ou refrigerante também é uma boa pedida.

No jantar, não só eu, mas a maioria dos mochileiros nos albergues costumam cozinhar, isso mesmo, diferentemente do hotel, o albergue te oferece o uso da cozinha gratuitamente, nesse caso você pode comprar aqueles ingredientes necessários para a sua macarronada a lá viajante e fazer um belo de um banquete, como eu costumo levar macarrão, já economizo na compra do mercado levando apenas os temperos ou alguma carne pra misturar, pode não ser dos melhores mas é uma boa, ah e sempre que usar  cozinha é bom lavar o que sujou, não é obrigatório em alguns albergues mas é questão de senso. Se sobrar algum ingrediente você pode guarda-lo na geladeira sem problemas, mas como é tudo coletivo vale colocar seu nome no alimento para identificar que já tem dono, produtos sem nomes são facilmente usados por outros. O único problema de cozinhar no albergue é que em certa hora a cozinha enche, quase como um horário de pico, todo mundo quer fazer comida ao mesmo tempo e quando há apenas uma pia e um fogão as coisas podem ficar um pouco apertadas e você ter que esperar, se tiver viajando sozinho isso pode ocorrer muito nos fins de semana quando aquele grupo de 17 coreanos decidem fazer um banquete e você fica ali esperando por horas, se isso ocorrer vale fazer aquele CupNoodles rapidinho ou mesmo sair na cidade para procurar comida barata, as mais em contas são as massas, macarronadas, lasanhas e pizzas.

Pacotes Turísticos de passeios.

Vale também aproveitar os passeios turísticos, boa parte dos passeios podem incluir ao menos uma refeição, o que ajuda bastante a economizar. Vai depender muito do passeio, tours de um dia podem incluir um lanche normal, suco, água, sanduíche e algum doce, já os passeios de mais de um dia já incluem toda a alimentação como café, almoço e jantar. Em alguns que fiz de mais de 2 dias a alimentação era toda inclusa, então as vezes pode valer a pena pelo preço. Alguns de apenas 1 dia também valem a pena, quando fui a Torres del Paine em um full day nos foi dado uma sacola com alguns sanduíches e sucos, já no Rio de Janeiro em um city tour nós paramos em um baita restaurante e nos esbaldamos lá.

Vale um prato chique? Ah, vale sim!

Ah e como eu falei mais a cima, sempre abro aquelas exceções par aqueles pratos chiques no máximo 1 vez por viagem, afinal, é algo que talvez eu não coma nunca mais na vida então eu não vejo problema, mesmo que você seja um mochileiro, em ao menos 1 vez na vida e por viagem desembolsar aquela quantia para comer algo gostoso. A minha última aquisição foi esse meu amiguinho ai da foto ao lado, o nome disso é Centolla e é um caranguejo gigante que vive nas profundezas dos mares austrais, muito encontrado na região do Estreito de Magalhães e isso é iguaria na Patagônia, ai eu me pergunto, vou a  Patagônia e não vou comer uma Centolla? Claro que não né. Minha dica é, esses pratos chiques e caros geralmente vem em grandes porções, então se você dividir o valor com seu grupo de mochileiros pode sair bem mais barato, essa Centolla por exemplo dá para umas 5 pessoas comerem.

Ihh, restaurante pé sujo!

Ah mas também existem as roubadas né, um restaurante que você entra, pensa que é uma coisa, mas na verdade é outra completamente diferente, isso ocorreu algumas vezes comigo mas a pior foi em um restaurante em Arequipa no Peru, se o pessoal que estava comigo ver isso com certeza vai rir. O nome dessa belezinha verde ai do lado é Aguadito, não sei o que pode ser isso, se parece muito de longe com uma Canja de Galinha, é como se fosse uma sopa verde com pedaços de frango dentro e alguns grãos de macarrão pene que veio acompanhado de uma salada murcha e uma batata frita ensopada de gordura. Bom eu comi porque quando se esta com fome e pouco dinheiro é melhor comer o que tem. Me pareceu meio estranho, alguns pedaços de frango pareciam estar cru, era uma sopa de salmonela, mas as pessoas da mesa do lado estavam se deliciando com a iguaria, tentamos até questionar com a moça do restaurante mas sem sucesso, o jeito foi comer, para algumas horas depois me encontrar no banheiro do terminal rodoviário com uma baita dor de barriga, e sério, vocês nunca vão querer estar em um banheiro de terminal rodoviário peruano. O tal do Aguadito tava mais pra Esgotito.

Outra vez em Santa Elena de Uairén na Venezuela eu inventei de comer numa lojinha de rua um prato com arroz, algumas carnes assadas e um sanduíche tipo Subway, só que de rua. Pra que! Foram quase 2 semanas de dor de barriga, uma disenteria braba mermão!!

Sabendo se controlar dá pra comer bem!

Outra dica minha é o seguinte, costumo economizar no começo da viagem, quando vai chegando no final e eu vejo que vai sobrar dinheiro eu procuro dar uma relaxada e ir a restaurantes medianos para comer um pouco melhor. As vezes o prato pode parecer meio estranho mas a comida é até boa e pelo preço acessível compensa bastante.

E pra beber?

Bom falei muito de comida mas e de bebida eu não falei nada, vamos lá, existe apenas 1 item líquido que você precisa levar, e eu nem preciso falar muito né que acho que vocês já sabem, isso mesmo, é a água, sem isso você pode comer quantas Centollas você quiser que vai continuar mal. A água além de ajudar na hidratação se bebida em grande quantidade ajuda a eliminar infecções do corpo, eu costumo a levar comigo quando estou sozinho 2 garrafas de 2 litros ou quando estou em grupo 2 garrafões de 5 litros, parece grande mas não é nenhum incomodo de carregar.

E você, quando viaja ou mochila por ai o que costuma comer?

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6 Comments

  1. aline
    9 de junho de 2013 at 14:28 — Responder

    Sigo a mesmo esquema, pelo menos um prato tipico de cada lugar que viajo, o resto me viro com biscoito, MC Donalds, e besteiras… Uma dica em Paris é os varios menus estudantes, tem varios discontos nos combos, e a rede fastfood Quicki, os laches eram grandes e baratos. Em veneza fiquei fora da ilha, o que valeu muito, pois o onibus passava ao lado do hostel e custava 1.20 euros e proximo ao hostel havia varios mercados e restaurantes muito mais baratos que na ilha de Veneza. Kebab, aqueles restaurantes indianos, arabes sei lá, me salvaram varias vezes tmb, baratos, grandes, gostosos, tem espalhado por todas as cidades e apesar do medo não passei mal nenhum dia 🙂

  2. jertruso
    9 de junho de 2013 at 20:49 — Responder

    No mochilão? Comer comida local e típica. E mesmo nos lugares turísticos existem lugares onde os locais comem. Mesmo sob o risco de uma diarréia, um mochilão não é completo sem experimentar a culinária local. Além do mais, a contribuição social da sua viagem mochileira é essa: valorizar e entender um pouco da cultura local. McDonalds eu como em casa (e olhe lá, pois o que vale lá pode valer aqui também). Se o mochilão for para a Europa ou EUA, e fast-food for a opção em conta, McDonald’s também não: pelo menos experimento outra rede que não tem aqui, ou compro produtos (naturais ou industrializados) típicos e exclusivos do país visitado.

    • Tô Longe de Casa
      9 de junho de 2013 at 21:21 — Responder

      Realmente, em todos os lugares q passei excrementei ao menos 1 prato típico, mas as vezes a num mochilão a economia é mais essencial do que a necessidade de provar todos os pratos típicos que podem não ser tão baratos assim, nessa hora vale recorrer a um biscoito, comida no mercado ou até mesmo o Mc Donalds!

  3. 4 de junho de 2014 at 00:54 — Responder

    Olá galera. Realmente levar de casa enlatados e lanches ajuda muito na hora de economizar, fiz um giro na Itália, passei por muitas cidades grande e pequenas como (Milão, Roma, Florença, Verona, Veneza, Bologna, Pisa entre outras), e mesmo sendo cidades com bastante turistas e caras, é possível comer bemmm e pagar barato. Os italianos são pessoas que comem muito, e fazem questão de comer bem. Então a dica é procurar por restaurantes mais escondidos que ficam em becos e ruas com pouco fluxo de turistas. É possível comer uma bela de uma refeição com apenas 5euros(quase o prato de luxo da viagem, mas o luxo que pode ser mais frequente) se souber e tiver paciencia de procurar. Pra quem não come muito tb, a pizza de lá é uma otima opção, custa em torno de 5euros, mais ou menos equivalente ao tamanho de uma pizza media no Brasil, podendo ser dividida entre 2 pessoas que não comam muito. Tirando os restaurantes, Mc Donalds foi um grande amigo tb. Rs.
    É isso aí, espero ter colaborado com os leitores e mochileiros de plantão que como eu… amam se aventurar pelo mundo.

  4. Aline V.
    12 de agosto de 2015 at 15:16 — Responder

    Se forem comer algo que esteja muito diferente da realidade aconselho a fotografar a comida pq se passar mal é mais fácil mostrar a foto do que comeu do que tentar explicar, principalmente se você não domina tanto a língua do país visitado. No Peru, em Lima tem uns restaurantes mais populares com um estilo de prato feito com arroz, carne (geralmente pedíamos frango), refresco e entrada (?) por cerca de 9 soles (menos de 9 reais). Recomendo também a rede de fastfood que só tem no país chamada Bembos, com infinitos tipos de sanduíches! Pratos típicos são bem-vindos para experimentar, mas nem sempre o bolso aguenta. Vale a dica de se for fazer um passeio turístico ou algo do tipo que tenha sempre barrinha de cereal, é ótimo pra aquela fominha da tarde e não tem problema ao passar nas alfândegas, pois a maioria dos países que passei (Argentina, Chile e Peru) tem leis de biodiversidade e não deixam entrar com frutas e coisas do tipo.

  5. […] Quem quer mergulhar de cabeça na gastronomia local não pode deixar de provar o terreré, bebida feita com erva-mate e prima do chimarrão, bastante comum entre os paraguaios. De preferência, tome uma cuia apreciando junto uma chipa, que é um salgado típico feito de queijo e polvilho. A carne paraguaia também é famosa, assim como a sopa de surubi. E se o orçamento estiver meio apertado, não tem problema, veja aqui meu post com dicas sobre o que comer durante um mochilão. […]

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