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No Rio de Janeiro ficamos numa puta indecisão, ir pra Angra dos Reis ou Cabo Frio? Depois de muito pesquisar decidimos ir a Angra, que eu não sei se foi uma boa ou má escolha, só sei que a experiência de pegar um catamarã de ressaca não é boa.

Como ir para Angra dos Reis?

Imagino que deve haver uma infinidade de formas de se chegar até Angra dos Reis, a cidade está a 166km de distância do centro do Rio de Janeiro e você pode acessar pela BR101 se estiver de carro. Eu fui com um Day Tour que comprei no Hostel Brazuca em Copacabana. Nesse passeio é incluso o catamarã, visita as ilhas, almoço e mergulho e eu paguei cerca de R$140,00, porém alguns meses depois minha irmã foi e pagou apenas R$90,00 pelo mesmo serviço, ou seja é bom pesquisar bem antes. O tempo de viagem foi de mais ou menos 2 horas.

O passeio a Angra

A van passou bem cedinho no meu hostel e nos pegou para o passeio, mas o problema é que tínhamos exagerado na noite anterior e estávamos numa ressaca braba. São pouco mais de 2 horas de viagem, mas pra quem estava de ressaca numa van pouco confortável e com um francês fedido na nossa frente não era bom! Isso mesmo, havia um francês em nossa van, ele era fã do Brasil, pedia pra tirar foto com todos os brasileiros, estava com roupas verde e amarelo, mas parecia que não eram lavadas há um bom tempo.

Depois de 2 horas chegamos a Angra, a cidade em si não é muito bonita, são morros com casas, mas não era ali que ficaríamos, esperamos um pouquinho no porto de para reunir o pessoal e embarcar no primeiro catamarã para dar um passeio pelo mar. Apesar da nossa forte dor de cabeça e do mal tempo, muito nublado e sem sol o lugar ali é muito lindo, a água com um azul turquesa que as vezes ficava verde esmeralda e eu me sentia no Caribe, serio mesmo. O passeio em si é muito animado, muita música, de todos os gostos e um lanche de frutas tropicais no barco. Navegamos um pouco ali no começo aonde ficam várias ilhas com várias mansões e seu helicópteros, passamos inclusive naquela que foi usada pra gravar aquele filme sem sal “Lua Nova” e logo após chegamos ao nosso primeiro destino que era a Ilha de Cataguazes.

O barco chegou mas não podia se aproximar muito, então quem queria descia ali enquanto o barco voltava para um lugar com mais profundidade. Descemos lá e é uma ilha pequena e linda, mas pelo alto índice de turistas a coisa fica um pouco feia né, tinha até vendedor ambulante lá fazendo espetinho e isso na minha opinião estraga qualquer lugar natural. Ficamos ali por um tempo apreciando a beleza da ilha e aproveitando cada brecha que o sol podia nos dar, afinal praia sem sol nem tem graça. Ficamos ali por 40 minutos até o barco retornar para nos levar ao próximo destino que seria a Lagoa Azul, mas preferia ter ficado na ilha, estava mais legal. Logo que o barco chegou foi aquela correria pois tem que embarcar antes que ele encalhe na areia, todos a bordo e lá fomos nós.

Mas um pouco navegando nos embalos de “Olha a onda, olha a onda, tchan tchan” e muita música dos anos 90 fomos nos aproximando da Lagoa Azul, que na verdade é verde, lá você pode mergulhar, tem como alugar máscara e pé de pato no barco, pegar um pouco de ração e ir nadar com os peixinhos, olha que legal, vem um monte de peixinhos na sua mão comer. Eu até cheguei a alugar a máscara, mas não consegui pular na água pois estava fazendo muito frio e eu com ressaca e dor de cabeça e pra piorar, fome, pois não tinha tomado café. Mas ficamos ali, conhecemos 2 carinhas de Portugal que estavam passando férias e ficamos trocando ideias com eles lá até dá a hora de partir pra almoçar em Ilha Grande. O susto do momento foi quando um outro catamarã começou a dar marcha ré e quase acertou uma galera que estava na água com a hélice do barco. Cuidado!

Eu já com muita fome e parece que a gente não chegava nunca na tal da Ilha Grande, local aonde antigamente era uma presidio. Minha preocupação era quando percebi que todas as outras pessoas dos outros barcos iriam almoçar no mesmo lugar que a gente, tinha muita gente, acho que mais de 200 e quando chegamos na Ilha que eu vi que a parada não era bem um restaurante e sim uma casa que ia servir comida, ai minha preocupação aumentou pois achei que não ia dar, tratei de correr para a fila, que em menos de 2 minutos já estava quilométrica. Comemos uma espécie de peixe milanesa, arroz, macarrão, feijão e outras coisas lá que naquela altura do campeonato estavam deliciosas. De lá nos reunimos no barco de novo para a parte mais longa da viagem, a volta.

A ida foi bem mais tranquila pois íamos parando em vários pontos, já na volta fomos diretão pro porto de Angra, tipo quase 1 horas de viagem, mas a sensação foi de ser bem mais pois fazia um frio, mas um frio e ventava tanto que todos ficamos encolhidinhos para ficar quente, não tinha levado blusa de frio e na verdade seria a última coisa que pensaria para levar pra Angra. E depois da sensação quase congelamento chegamos a Angra finalmente, entramos na van e adivinha que entrou junto, o francês fedido!

Por fim o passeio em Angra dos Reis é uma delicia, adorei se não fosse o mal tempo e a ressaca então fica a dica para quem vai não perder o dia!

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1 Comment

  1. 3 de outubro de 2015 at 14:52 — Responder

    […] hoje eu nunca fiz um passeio de barco durante uma viagem no qual desse tudo certo. Certa vez em Angra dos Reis pegamos um catamarã para fazer um passeio nas ilhas do local, o começo do problema foi que […]

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